O Brasil está diante de um cronômetro que não para: a sustentabilidade financeira do Estado. Você já sentiu que paga muito imposto e, em troca, recebe serviços públicos que parecem pesados e burocráticos? É exatamente nesse ponto que a Reforma Administrativa (PEC 32) atua. Ela não é apenas uma mudança de regras; é uma tentativa de redesenhar como o governo gasta o seu dinheiro para evitar um colapso fiscal em 2027.
Atualmente, uma fatia gigantesca do que o Brasil arrecada vai para o pagamento de salários e a manutenção da estrutura administrativa. O problema é que esse custo cresce de forma automática, independentemente da qualidade do serviço. Especialistas alertam que, se nada for feito, o governo não terá dinheiro para investir em hospitais ou segurança porque tudo estará comprometido com a “máquina”.
A proposta central foca na modernização. A ideia é acabar com privilégios que não existem no setor privado, como as férias de 60 dias para certas categorias e os aumentos salariais automáticos que ocorrem apenas “porque o tempo passou”. Além disso, a estabilidade vitalícia deixaria de ser a regra para todos, ficando restrita apenas às funções essenciais de Estado, como segurança e justiça. Para as demais áreas, o foco passa a ser a avaliação de desempenho: quem trabalha bem permanece; quem não entrega resultados pode ser desligado, exatamente como em qualquer empresa moderna.
Mas a reforma vai além do RH. No horizonte político, discute-se também a extinção de municípios pequenos e sem sustentabilidade financeira. Muitas cidades hoje vivem exclusivamente de repasses federais e gastam quase tudo o que recebem apenas para manter a estrutura política (prefeitos e vereadores), sem entregar serviços reais à população. Fundir essas cidades é uma forma radical de cortar o desperdício.
Embora seja uma proposta complementar, o debate da reforma administrativa caminha junto com a fusão de municípios com menos de 5.000 habitantes que não arrecadam nem 10% de sua receita própria, visando cortar custos com câmaras e prefeituras ineficientes.




