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BRB está COBRANDO DÍVIDAS e NEGATIVANDO pessoas por ERRO e/ou FRAUDE do BANCO MASTER e WILL BANK

O Pesadelo da Dívida Fantasma: Entenda o Caso BRB e Banco Master

Imagine a seguinte situação: você sempre pagou suas contas em dia, conferiu seu aplicativo bancário e viu que aquele empréstimo antigo estava quitado. Vida que segue. De repente, você tenta fazer um financiamento ou pedir um novo cartão e descobre que seu nome está “sujo” (negativado) por uma dívida que você já pagou ou, pior, que nunca fez. Esse é o drama real vivido por milhares de clientes no escândalo envolvendo o Banco de Brasília (BRB), o Banco Master e o antigo Wilbank.

Onde tudo começou: A Venda das Carteiras Para entender a confusão, precisamos olhar para os bastidores. Bancos costumam vender suas dívidas (o que chamam de “carteiras de crédito”) para outros bancos. O Banco Master (dono do Wilbank) vendeu um pacote gigantesco dessas dívidas para o BRB. O problema? As investigações indicam que esse pacote estava “contaminado”. A Polícia Federal descobriu indícios de fraude, apontando que o Banco Master teria repassado ao BRB dívidas que não existiam ou que já haviam sido totalmente pagas pelos clientes.

Os Dois Tipos de “Golpe” no Consumidor Basicamente, os clientes estão sendo vítimas de duas situações absurdas:

  1. A Dívida Zumbi: O cliente pagou tudo direitinho ao Wilbank. O sistema deu baixa. Porém, essa dívida foi vendida ao BRB como se ainda estivesse “em aberto”. O BRB, achando que comprou uma dívida válida, cobra o cliente novamente.
  2. A Dívida Inventada: Em alguns casos, foram criados débitos do zero. Pessoas que nunca tiveram relação com esses bancos acordaram devendo valores altos.

O Jogo de Empurra O BRB, que agora é dono da dívida, diz que é vítima também. O banco afirma que, como o Wilbank/Master entrou em processo de liquidação (uma espécie de falência controlada pelo Banco Central), o responsável pela massa falida parou de enviar os dados de quem pagou ou não. Sem essa informação, o BRB assume que ninguém pagou e manda o nome de todos para o Serasa ou SPC. O consumidor fica no meio do tiroteio: o banco antigo não existe mais para resolver, e o novo banco diz que não tem como saber que você pagou.

O Impacto na Vida Real O resultado é devastador. Cidadãos idôneos estão com o score de crédito destruído, cartões cancelados e sofrendo cobranças humilhantes. O caso é tão grave que envolve investigações policiais sobre gestão fraudulenta e até uma briga política em Brasília, com suspeitas de que autoridades estariam tentando abafar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) para não expor a fiscalização falha do sistema financeiro.

O Que Fazer? (A Importância do Papel) Se você caiu nessa malha fina, a regra de ouro é: guarde tudo. Comprovantes de pagamento antigos, prints de tela do aplicativo do Wilbank mostrando “dívida quitada” e extratos são sua única defesa. Como os sistemas dos bancos originais podem sair do ar, ter o comprovante físico ou digital salvo é a única forma de provar na justiça que a cobrança do BRB é indevida e pedir indenização por danos morais.

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Raphael Anderson Luque

Com atuação em diversas áreas do Direito, a Luque Advogados se destaca especialmente nas áreas de Direito Previdenciário, Gestão Judicial de Dívidas Bancárias e Proteção de Patrimônio, Direito Administrativo e Inventários, oferecendo suporte jurídico de alta qualidade e resultados concretos.